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domingo, 29 de agosto de 2010

Fantasias Adolescentes


Não sei onde foram parar aquelas minhas fantasias adolescentes sobre o amor. Acho que elas foram se despedaçando e indo embora junto com cada uma das pessoas que -perdoem-me pelo clichê piegas - partiram meu coração.

E o mais ridículo é que mesmo sabendo que elas não passavam de fantasias adolescentes, no fundo eu ainda espero que alguém apareça e me diga "ei, olha o que eu achei na rua, suas fantasias adolescentes; quer de volta?"

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Escuta...às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe.
E ele conta. Com a calma e a clareza que tem.

na ativa

Gente, texto novo com ideia nova, na revista hei, hoje.

Minha coluna é as segundas.

domingo, 22 de agosto de 2010


'É que às vezes é preciso botar os sentimentos pendurados no varal da reflexão'.

sábado, 21 de agosto de 2010

"Sou feliz só por preguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que doença."


'Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso. Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista.

Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.'

Preciso


Parece que eu preciso de coisas que nem nome sei dar. Até coisas que sei. Cortinas, luminárias, estrelas, luas. Do que mais eu preciso para preencher a parte vazia do meu coração? Fotografias, sons, palavras, sorrisos e poemas? Que mais? Uma mão, um abraço, um beijo, um tchau, uma certeza e um talvez...tapetes, travesseiros, almofadas. Uma pilha de risadas e sentimentos matutinos, cheios de luz do sol nascendo e entrando no meu quarto. Preciso de uma noite de conversa para ter dias de sol silenciosos e entendíveis. Preciso de muitas coisas e preciso de você. Vou entender teu talvez, tua grosseria. Mas vou torcer para que não seja assim, só para que seja bom. Quantas coisas mais eu preciso para preencher esse vazio? Se eu for, você vai comigo? Preciso de tempo e preciso de.

processo

tenho medo dos meus pensamentos, medo das minhas saudades. quando sinto, quando penso logo mergulho em uma banheira de gelo, congelo qualquer lembrança. evito os caminhos, os mesmos lugares, evito respirar do mesmo vento, invento, sempre em movimento busco os outros, o resto, algo mais. busco um caminho para deixar o passado virar passado.

sábado, 14 de agosto de 2010

'porque tu sabes que é de poesia, minha vida secreta'




"Quero o circo todo a que tenho direito: sedução, fantasia, tempo. Quero um romance logo, quero intimidade. Fazer cena de ciúme, terminar, voltar, amar, brigar de novo, telefonar, pedir desculpas, retornar. Amantes bem comportados são um tédio".

"Uma paixão aqui, um quase-amor ali. Ainda bem que existem amigos para amar, abraçar, sorrir, cantar, escrever em recibos e tirar fotos bonitas. E a vida segue. Feliz. Sua imaginação te preenche, seus amigos te dão colo, vodka e dias incríveis!".

"Eu podia contar minhas aventuras...a começar desta manhã", disse Alice, um pouco envergonhada. "Não adiantaria falar sobre ontem, porque até então eu era uma pessoa diferente"

sexta-feira, 13 de agosto de 2010


"...e foi assim. desde a hora que abriu os olhos.
teve certeza: hoje, seria um dia mágico."
(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Preciso de um edredom, uma caneca de chocolate e um abraço.
Juro que sinto como se eu estivesse sumindo, aos poucos.

domingo, 8 de agosto de 2010

Maior amor do mundo


Apesar de me incomodar um pouco, eu gosto quando ele me espia, ou para na minha frente e fica me observando. É tanto amor que sai daqueles olhos que me emocionam, então geralmente eu saio de perto para não derreter meu olhar fugitivo em lágrimas.


Nunca vou entender esse nosso amor. Só quero te abraçar, te beijar e dizer "te amo", pois és a pessoa mais importante que tenho na vida. Mas esse meu modo de mostrar amor, tão maior que eu, o mesmo que ele usa quando só me observa e não fala nada. Ou quando ele conta da infância dele, das dificuldades, da adolescência. Me dói de saber que ele sofreu tanto, sofreria por ele se fosse possível. É tanto amor que me deixa com receio do que os dia me reservam.


Eu admito que às vezes até fico chateada, mas é meu ego enorme que não me deixa entender o que eu sei que de melhor ele quer para mim. Deve ser difícil também para ele, querer dizer alguma coisa e não conseguir, por vezes. Eu entendo que é complicado, assim como é complicado para mim. Devo é ter orgulho por ter puxado a ele esse lado mais fechado. Se falar, choro. Então eu olho um pouquinho, espio quando está dormindo. Mas é tudo amor. É o maior amor do mundo.


Você será sempre meu menino grande de coração sábio.

oi

Eu não esqueci que eu tenho esse blog aqui não. Pelamor, esse é e sempre vai ser meu blog diarinho. Só que a blog-diarice ultimamente envolve minha faculdade, meus projetos de pesquisa, trabalhos no restaurante, curso de inglês e espanhol. Cansa, viu?
Mas calma, vou escrever.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

"Preocupação com o que os outros vão pensar e sentimentos por quem não merece? Esquecerei! Não tenho a menor intenção de ter uma alma obesa mórbida. Do jeito que tá já tá difícil carregar. Para não ficar aquele vazio é só eu substituir: peocupação agora só com a minha própria vida e sentimentos apenas por quem realmente se importa comigo".

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Das vontades


Acho que é a tua instabilidade que combina com a minha vontade de ser estável. Não, não é vontade, eu sei. Se fosse, alguma madrugada já teria me transformado. Esse negócio de imprevisibilidade me tira sorriso dos lábios e você, ah, você mexe com os meus sentidos em caminhos contrários, faz malabarismos, inventa moda. Você me desespera e me aquece, em hora inexata, em madrugadas desconexas. Talvez um amor tranquilo com uma paixão insana, que deixa na pele um gosto doce de vida. Talvez esse talvez que sempre deixa uma suspeita no ar, na poesia, no que pode vir a ser. Talvez essa falta de sentido que nos percorre as veias, as bocas e nos deixa refém de qualquer arte que não seja rotina. Tudo, nada e um meio nesse meio se transformando em verso sem rima, um pouco azul. Já sei: é o teu cheiro de vida, esse teu coração que pulsa descontroladamente, invade as minhas certezas, me faz levantar da cadeira e ir ao encontro dessa rua que me espera, desse segundo que já está se aproximando. Com você, eu sei ser livre. Livre para ser o que eu bem entender, o que der na telha. Livre para seguir todas as nossas vontades, arrepiando o corpo de felicidade. Esse teu futuro cheio de um dia aí, cheio de espaços em branco para os teu surtos de saudade, de carência e solidão me encorajam para a parte do não sei, onde eu cambaleio, mas não caio. Eu não caio, ao teu lado, menino. O nosso cambalear é mola propulsora de arte.

Mesmo que teus blues me tire do chão, é a explosão de tua alma que me faz pegar as malas e dizer: vamos? São nas palavras exageradas, no ponto fraco, meus maiores acertos. Na tua desproporcionalidade, nas tuas perspectivas que duram meia hora de melodia. Sabe menino, é coisa que não tem nome ainda, mas que nem precisa de primavera para aflorar, pois já fincasse raízes tuas aqui, por aqui, por ali, por todo canto que a minha alma voe. Todo mundo tem um ponto fraco, você é o meu?

Sol, por dentro. Azul, por fora.