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terça-feira, 26 de julho de 2011

''Eles se amam, todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha.
Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas.
Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz.
Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é dificil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer.
E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.''
sexta-feira, 22 de julho de 2011

"Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só..."
(Florbela Espanca)
quinta-feira, 21 de julho de 2011

"Acorde, garota! Você é linda, inteligente, tem um ótimo perfume e seus olhos brilham mais que um punhado de purpurina. Por que chora? Perdeu em alguma esquina seu encanto?! Ninguém pode tirar de você seu mais belo sorriso, motivo de idas e vindas saltitantes. Coloque sua música favorita para tocar, respire fundo e faça o que de melhor sabe fazer: ser você."
Sins e nãos

quarta-feira, 20 de julho de 2011



terça-feira, 19 de julho de 2011
Dizem que a inveja é uma merda (e é)

As cartas de amor

Dizem que quem fica apaixonado se transforma. Pisa nas nuvens, borboletinhas invadem o estômago, o coração fica com um sorriso de orelha a orelha, o mundo se torna um lugar mais bonito e todas as músicas parecem fazer algum sentido. Eu concordo.
Esses dias reli o rascunho de uma carta que mandei. Era uma carta extensa, que falava dos meus desejos e medos. É tão bom quando a gente se livra de qualquer tipo de armadura e resolve escutar somente o coração. A gente nasce livre, sem qualquer escudo e aos poucos, depois das cacetadas da vida, vamos ficando duros. Isso me entristece um pouco. Sei que faz parte, mas não deixo de ficar triste.
Percebo que as pessoas estão cada vez mais medrosas. Guardam o que sentem. Se escondem atrás de palavras, atitudes e sentimentos. Mostram uma outra pessoa, uma verdade inventada, uma pessoa inexistente. Pra quê? O objetivo não é ter relações verdadeiras? O grande barato da vida não é ter alguém pra dividir cada coisinha boa e chata?
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Um amor lindo e louco, um creminho importado com cheiro bom, champagne bem gelado, amigas do peito, um trabalho que satisfaça e faça valer a pena acordar cedo todo dia de manhã e, pra fechar em grande estilo, um closet cheinho de sapatos.
Mas se for o amor da vida, pode ser feio e quase normal. O creminho pode ser das Americanas mesmo. A gente bebe um espumante bem simplinho que faça as bolhas darem aquele barato na língua. Dá de ombros para a eventual inveja das amigas. Engole sapos obesos no trabalho. E se contenta com uma bota preta, uma sapatilha que combine com tudo, um par de havaianas e um all star.
Porque não tem jeito: o que nos move é o amor.
Das sutilezas
Recomeço
sábado, 16 de julho de 2011

A que tamanho chega o rasgo deixado sem curativo?
Quanto ainda cresce um buraco que já foi milimétrico?
A que tamanho chega uma ferida regada todos os dias?
Amar-se
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Por estar perdida
Caminhei sem rumo. Deixei o vento me segurar a mão e fui, pra lugar nenhum. Não ouvi som nenhum. Talvez tenha saído pra te encontrar. Talvez pra não mais te ver. Fiquei sem um pedaço de chão ou sem nenhuma seta me apontando pra onde ir. Imaginei mil coisas. Vi olhares superficiais e pessoas com máscaras. Que pena, quem usa esse tipo de máscara não consegue ao menos ser livre por si mesmo. Fica se prendendo em superficialidades, se escondendo atrás de risadas, de falta de abraços. Não consigo usar máscaras. Sou inteira quase o tempo todo. Quando sinto assumo. Quando me dói, me dói em tudo. Fico dolorida até no olhar. Me distraio pra não pensar que ando perdida, mas acabo saindo sem encontrar o rumo. Onde será que está você? Em que será que está pensando? Será que tem parado pra pensar ou ainda foge do que pode ter solução? Não sei o que eu sinto exatamente. Ou sei, mas não digo. Mas hoje, exatamente nesse dia tão lindo de sol e silêncio, vou tentar. Tentar sei lá o que, mas quando se está vivo é que se deve fazer. Tentar. E é assim, talvez eu volte a caminhar ou não. Eu não quero mais falar nada. Agora eu preciso ouvir. As coisas estão muito desconexas. Não sei mais nem onde eu estou e porque eu estou. Mas eu garanto, nada é tão grave quanto parece. E nem tão simples quanto eu faço parecer.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Doce deleite

Oi, tudo bem.

quarta-feira, 13 de julho de 2011
Para sempre?!

“E eles foram felizes para sempre”. É assim que as histórias bonitas terminam (ou começam?). Não basta estar junto, não adianta viver o hoje, um dia de cada vez não é o suficiente. A gente quer que dure para sempre. Tem que durar, senão não tem graça. Tem que durar, senão a gente fracassou. Tem que durar, senão não valeu a pena.
Sou mulher, acredito em final feliz. Desculpa, eu acredito. Mas quer saber? Não quero viver no sonho, quero um amor real, não um amor de cinema. Porque no cinema tudo é retocado. É a vida real que mostra você e ele acordando com o cabelo bagunçado, bafo matinal, baba no travesseiro, rímel borrado, humor revirado, contas empilhadas, lençol amassado, roupas espalhadas num canto qualquer.
Amar é aceitar a parte fora do lugar do outro. O lado obscuro, sujo, quase cruel. Porque ninguém é santo, puro e limpo o tempo inteiro. Nunca quis que as coisas fossem perfeitas, pois o que é perfeito não tem cheiro de real.
A gente vive buscando garantias. Queremos que dê certo, queremos fazer dar certo, lutamos para colocar tudo nos trilhos, nos eixos. Mas a vida segue seu ritmo. Os sentimentos têm seus próprios passos de dança. E de vez em quando somos obrigadas a ensaiar um novo passo.
Nem sempre dura. Nem sempre é eterno. Nem sempre é como um sonho bom. E precisamos lidar com isso. Nem que seja na marra. Nem que tenha que engolir o choro e de vez em quando forçar um ou outro sorriso. Nem que a gente tenha que fingir que está tudo bem.
Eu gostava muito de você. Era tão bonito, era tão intenso. Acreditava no pra sempre. Imaginei uma casa, uma família, uma coisa só nossa. Um esconderijo, um refúgio, um paraíso. Cada vez que eu pensava em você me dava um calorzinho no peito. Cada vez que abraçava você o mundo parava de rodar por um segundo. E eu achava que aquilo era amor, achava que aquilo era o certo, achava que a gente era certo um na vida do outro. Mas não foi. Não fui. Não fomos. Não somos.
Você foi para um lado. Eu para o outro. Não chegamos nem perto do sempre. Mas teve graça e valeu muito a pena. Valeu, sim. Não fracassamos, claro que não. Deu certo até onde tinha que dar. Foi eterno até o dia que deixou de ser. Não ficou nenhuma mágoa, nenhuma vontade, nenhuma saudade.
O que importa é a forma como a gente viveu e vive um sentimento. Não importa que nome ele tenha. Não importa se é um amor, um estar apaixonado, um gostar. O que importa é querer que aconteça. O que importa é querer que seja bom. Não importa se vai durar um dia ou uma vida inteira.
(Todo mundo quer que seja pra sempre, mas se não for o futuro vai dizer. Se não for o amanhã nos manda um recado. Mas pra saber só vivendo e se entregando como se ele, o famoso amanhã, não existisse.)
terça-feira, 12 de julho de 2011
Solidão necessária, exibicionismo e outras coisas





















