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domingo, 28 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Cansei do combate

Normalmente, eu jogo a culpa na genética, no DNA. Não chega a ser indigno com meus entes nem uma desculpa esfarrapada. De fato, são assim. Os Bagio são pólvora. Os Speck são fogo. Sou fruto de uma combinação explosiva. E explodo. Quando me sinto injustiçada. Quando acho que alguém que gosto muito foi injustiçado. Quando não consigo ser compreendida. Diante da má vontade. Diante da arrogância - como se explodir também não tivesse algo de arrogante. A expressão "dou um boi para entrar numa briga e uma boiada para não sair" foi feita pra mim. Tenho certeza. Adoro falar "tenho certeza". E, pra falar a verdade, nunca saio mesmo de uma briga. Eu faço os outros saírem. Sou incansável na discussão. Tenho argumento pra tudo. Faço perguntas retóricas. Encosto na parede. Faço o outro cair em contradição, mesmo se estiver falando a verdade. Não abaixo a guarda. Não levo desaforo pra casa. Não tolero. Não volto atrás. Desenvolvi técnicas de linguagem corporal. Sustento o olhar do oponente e cresço. Eu que já tenho quase um metro e setenta, numa discussão, fico com dois. Tenho a língua afiada, ferina. E isso vem de criança. Tenho provas. Gravações em VHS nas quais eu respondo às provocações do meu pai sem pensar. Sempre uma tirada a tiracolo. Um talento inato para desferir a palavra precisa para nocautear o outro. Não qualquer pessoa, naturalmente. Também não sou um monstro que sai por aí distribuindo agressões verbais. Mas qualquer faísca já é o suficiente. Sou a pessoa mais doce do mundo. Mas qualquer tiro de chumbinho, já é motivo pra rajada de canhão. E, olha, vou contar para vocês. Sempre ostentei meu canhão com orgulho. Falar o que penso, na minha cabeça, sempre foi minha maior qualidade. É legal ser sincera. É legal fazer justiça com as próprias palavras. É legal defender suas convicções e suas pessoas. É legal ser admirada por quem não tem coragem de ser assim. É legal botar tudo pra fora e não guardar mágoas nem motivos para um câncer futuro. Com esses argumentos venho sustentando minha fama de má. Mas carregar essa fama - com canhão e tudo - pesa. Ter fama de má é mais pesado do que ser mau de verdade. Quem é mau não se importa. E eu me importo muito. Na minha consciência, as palavras que lanço voltam como bumerangues estilhaçando minha paz. A língua afiada é como uma droga. O alívio imediato não compensa a angústia que vem depois. Me sinto a dona do mundo quando sou capaz de enfrentar alguém que tenha me desagradado. Mas é o tempo de voltar pra casa, tirar a armadura de ferro e chorar debaixo do chuveiro, que é um jeito de chorar escondida até de mim. Não se sabe o que é gota, o que é lágrima. Tudo é quente e molhado. Gosto de dizer que sou uma casca grossa com a sensibilidade à flor da casca. Mas a casca está rachada, a fama de má está fake demais, o canhão anda pesando nas minhas costas, antevejo consequências desastrosas. E antes que elas aconteçam, estou colocando minhas armas no chão e erguendo os braços. Eu me rendo. Sério mesmo.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Pra que fazer isso...
As vezes a gente acaba se comprometendo com algo e no final vê que nada e em nenhum minuto valeu a pena para a outra pessoa e você foi usada novamente e somente, esse teu coração mole um dia vai acabar contigo, tá doendo muito.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O amor pode durar

Acho tão bonito casais que duram. Não importa o tempo, o que vale é a intensidade. Querer estar junto vale muito mais do que estar junto há 20 e tantos anos só por comodidade. Sei que estou falando obviedades, mas hoje vi um casal de velhinhos na rua.
Me doeu de uma forma linda. Acho que o amor, quando é amor, tem lá suas dores bonitas. A gente vê uma cena e o coração fica emocionado. Nos dias de hoje, com tanta tecnologia, com tanta correria, com tanta falta de tempo, com tanto olho no próprio umbigo e nos próprios problemas, com tanta disputa pelo poder, pelo dinheiro, por ter mais e mais, sei lá, acho bonito ver um casal de velhinhos na rua.
A mão, enrugadinha, segura a outra mão. A outra mão, por sua vez, segura uma bengala. Falta equilíbrio, sobra experiência. Falta a juventudade, sobra história para contar. Falta uma pele lisa, sobram marcas de expressão que contam segredos. Envelhecer não é feio. Em tempos de botox, a gente devia olhar um pouco para dentro. De si. Do outro. Do amor.
As pessoas não têm paciência para relacionamentos. Se está ruim elas simplesmente trocam. Não tentam, não se empenham, não lutam para dar certo. Não acho que a gente tem que aceitar tudo que o outro nos dá. Não acho que temos que cruzar os braços para o que está errado. Mas o amor exige uma dose de sacrifício. O amor não é descartável. O amor não pode ser jogado fora. Não dá pra fazer uma lipo no amor. A gente tem é que lutar por ele. Diariamente.
Os casais antigos são mais pacientes com os erros e os defeitos do outro. Não acho que mulher tem que ser dona de casa e aceitar um par de chifres. Mas acho que a mulher tem que entender que o homem é diferente. E vice-versa. A mulher quando quer ajuda quer agora e não daqui a cinco minutos. Diferenças de gênio, diferenças de gênero. E que bom que elas existem. E que bom que existem casais com cabelos bem branquinhos e olhares meigos para nos lembrar que o amor pode durar, sim.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Tema recorrente em tudo o que escrevo. Amor. Amar.
Amar não é só abraçar, dar carinho, agradar, beijar ou qualquer dessas coisas. Amar é querer o bem do outro. É querer que ele cresça, evolua, se torne uma pessoa melhor, mais madura. É ensinar a tirar as pedras do caminho e querer que ele vire gente de verdade. É ensinar a enfrentar os medos, os dragões, os monstros. Amar é querer bem, mesmo que pra isso seja preciso puxar a orelha da outra pessoa, mostrar pra ela que o que fez foi errado, que poderá ter maus retornos.
Eu te amo porque quero teu bem. Porque quero que evolua, que não se afunde. Porque quero que se torne uma pessoa melhor pra ti mesmo, não só pra mim. Amor é crescimento. Amor é coisa séria. Quem não sabe dar valor pra esse sentimento e nem reconhecê-lo, é porque nunca amou na vida.
Permita-se! Ame mais e melhor! Mude! Seja mais amor.
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