A casa da minha vó foi minha Disney. Bingo!
Tinha uma espécie de morro, barranco, nos fundos da casa, todo desfigurado, que dava para outro nível de quintal. Bem no centro desse morro (deveria ser um morrinho, mas a memória de uma criança não respeita proporções exatas) havia um escorregador e escadas feitas por nós - 4 primeiras netas, Thayslaine, Karinni, Karolyne e Bianca - terra vermelha, cavoucada com enxadas. Sempre subíamos pelo barro, claro! Éramos quatro primas fazendo aventuras naquele latifúndio.
Lá em cima havia a gigantesca poça de lama, algumas árvores, mato, a roça de milho...Ah, e o 'penhasco' no qual fazíamos 'rapel', pode isso?
É LÓGICO QUE PODE! PODÍAMOS TUDO!
Mas o mais tentador e misterioso era o porão da vovó, um depósito meio sem função, mas que escondia o tesouro das verduras fresquinhas (usadas no restaurante), nosso QG infantil, nosso hipermercado mais próximo, que as vezes, servia de casa de boneca.
Se os fundos da casa eram mágicos, a casa propriamente dita era nossa Neverland. Tinha fogão a lenha, tinha freezer de coca-cola - Viva o lado coca-cola da vida -, tinha bolinho de chuva quentinho na mesa. Era como estar dentro de um cenário de filme. E as tardes de pipoca caramelada? Nossa, desbanca qualquer pipoca de shopping!
Hoje essas casas estão sendo derrubadas pelos compromissos diários, e a falta de tempo, mas havendo uma avó que entenda seu papel, não de proprietária de um imóvel, mas sim de um segredo, estará garantida a magia!
Casa de vó é onde o pastelão ganha sabor diferente, onde os ponteiros do relógio correm lentos, onde a luz do sol entra mais discreta por entre as persianas, onde os armários escondem roupas antigas e fundos falsos, e só isso é falso, tudo mais é verdadeiro!
Casa de vó é onde os brinquedos não surgem prontos, são inventados na hora.
A casa da Nossa vó é o lugar que sempre encontraremos espaço, muito espaço, para uma imaginação que não é estimulada nem na Disney, pois a casa da nossa vovó é o endereço do nosso afeto mais profundo. É onde tudo é permitido!
Tinha uma espécie de morro, barranco, nos fundos da casa, todo desfigurado, que dava para outro nível de quintal. Bem no centro desse morro (deveria ser um morrinho, mas a memória de uma criança não respeita proporções exatas) havia um escorregador e escadas feitas por nós - 4 primeiras netas, Thayslaine, Karinni, Karolyne e Bianca - terra vermelha, cavoucada com enxadas. Sempre subíamos pelo barro, claro! Éramos quatro primas fazendo aventuras naquele latifúndio.
Lá em cima havia a gigantesca poça de lama, algumas árvores, mato, a roça de milho...Ah, e o 'penhasco' no qual fazíamos 'rapel', pode isso?
É LÓGICO QUE PODE! PODÍAMOS TUDO!
Mas o mais tentador e misterioso era o porão da vovó, um depósito meio sem função, mas que escondia o tesouro das verduras fresquinhas (usadas no restaurante), nosso QG infantil, nosso hipermercado mais próximo, que as vezes, servia de casa de boneca.
Se os fundos da casa eram mágicos, a casa propriamente dita era nossa Neverland. Tinha fogão a lenha, tinha freezer de coca-cola - Viva o lado coca-cola da vida -, tinha bolinho de chuva quentinho na mesa. Era como estar dentro de um cenário de filme. E as tardes de pipoca caramelada? Nossa, desbanca qualquer pipoca de shopping!
Hoje essas casas estão sendo derrubadas pelos compromissos diários, e a falta de tempo, mas havendo uma avó que entenda seu papel, não de proprietária de um imóvel, mas sim de um segredo, estará garantida a magia!
Casa de vó é onde o pastelão ganha sabor diferente, onde os ponteiros do relógio correm lentos, onde a luz do sol entra mais discreta por entre as persianas, onde os armários escondem roupas antigas e fundos falsos, e só isso é falso, tudo mais é verdadeiro!
Casa de vó é onde os brinquedos não surgem prontos, são inventados na hora.
A casa da Nossa vó é o lugar que sempre encontraremos espaço, muito espaço, para uma imaginação que não é estimulada nem na Disney, pois a casa da nossa vovó é o endereço do nosso afeto mais profundo. É onde tudo é permitido!
Nenhum comentário:
Postar um comentário