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quarta-feira, 1 de setembro de 2010


Não entendi, mas confesso que imaginei a melancolia, uma senhora de bons modos, nariz empinado, emergente dos sentimentos, entrando e tomando conta do espaço. A princípio, a conversa é boa, animada, poética até! Depois ela silencia, acende um cigarro, pigarreia, desvia o olhar, e o abandono é completo.
Já disse que adoro aconchego? Claro que me encanta estar só, sou viciada em casa vazia, assistir filmes até tarde, escrever de madrugada, sem interrupções. Mas gosto de companhia, também, porque me agrada a voz do outro dizendo diferente o sentimento que, vez ou outra é meu, alimentando o meu dentro com sua filosofia, ainda que leve, ou lânguida, ou frenética.

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